Inclusão Visual para promover, também, a Inclusão Social 
Elena Mandarim

O Programa de Inclusão Visual tem como proposta reunir os coordenadores e participantes dos projetos de "inclusão visual" - programas que utilizam a fotografia como instrumento de socialização e de recuperação da auto-estima entre comunidades de baixa renda - no Rio de Janeiro.

A meta é difundir os trabalhos existentes e suas respectivas trajetórias, definir suas formas de atuação, público alvo e dar visibilidade aos respectivos desdobramentos e ganhos. Desse modo, os projetos desenvolvidos podem servir de modelo para novos projetos.

Na edição desde ano, 2011, o Encontro contou com a participação de dez projetos de inclusão visual do Rio de Janeiro e oito de outras cidades. Os anfitriões são: “Viva Favela”, “Aliança em Foco”, “OI, Kabum”, Polo de Educação pelo trabalho”, projeto da ONG CDI; “Casa da Arte de Educar; “Estética Central”; “Mão na Lata”; “Luz, Câmera, Ação”, Observatório das favelas.

Os visitantes são: “Fotografia periférica” (Argentina); “Foto Libras” (Recife); “Cidade Invertida” (São Paulo); “Clica Maravilh” (Fortaleza); “Espelhos d’água” (Recife); “Luz , Lata, Ação: Inclusão Visual em Canabrava/Pangea” (Salvador); “Fotoativa – Núcleo de Formação e Experimentação” (Belém); “Serviluz Sem Franteiras” (Fortaleza); Alfabetização Visual/João Kulcsár (São Paulo) e Coletivo lusco-f.LUX.o/EBA-UFBa (Salvador).

CDI: projeto que dá certo

Durante o evento, foi anunciada a retomada da campanha “Fotografia Solidária”, que estimula a doação de equipamentos fotográficos para serem usados, em oficinas e cursos, nos projetos de inclusão visual. As doações, que podem ser feitas até 08 de agosto, vão ficar sob responsabiliadade da ONG CID.

Criado em 1995, o Comitê para Democratização da Informática (CDI) tornou-se pioneiro no movimento de inclusão digital na América Latina e um dos principais empreendimentos sociais no mundo.

A tecnologia é a ferramenta utilizada para combater a pobreza e a desigualdade, estimular o empreendedorismo e criar agentes de transformação, principalmente, em comunidades carentes.

No Brasil, a ONG CDI está presente em 16 estados e atende diretamente 395 comunidades carentes. No mundo, está presente em 13 países. Os números contabilizam 1 milhão e 300 vidas impactadas positivamente pelas ações da CDI.

Saiba mais sobre a CDI
Passeando pelas exposições do FotoRio
Elena Mandarim

O FotoRio, desde 07 de junho, quando começou oficialmente, está movimento a cidade do Rio de Janeiro. As exposições revivem acervos e coleções fotográficas e trazem à luz a produção de fotógrafos contemporâneos.
No coração do centro, CCBB (à esq) oferece exposição do FotoRio 

Os interessados, ainda, podem assistir a muitas exposições. No Centro cultural Banco do Brasil, por exemplo, até 10 julho, está em cartaz a mostra “Eu me desdobro em muitos” é uma autorrepresentação da fotografia contemporânea, por meio de 69 obras de sete artistas brasileiros e 14 estrangeiros. É fruto de uma parceria entre o FotoRio 2011 e a MEP – Maison Européenne de la Photographie, de Paris. A seleção foi resultado do trabalho em conjunto dos curadores Joana Mazza e Milton Guran, que percorreram diversos países e diferentes eventos, durante dois anos.

O Centro Cultural dos Correios apresenta 14 diferentes narrativas. Os expectadores, até 17 de julho, podem visitar: “Beleza Afro-Brasileira”; “Dopo L´Alba - Depois do Amanhecer”; “Estúdio de Arte Irmãos Vargas - A fotografia de Arequipa, Peru - 1912/1930”; “Labirinto - Na Parede da Memória”; “Labirinto - Na Parede da Memória”, entre outros.

Veja, no vídeo, algumas fotos.

Niterói, também, foi agraciada com alguns eventos. O Centro Cultural Paschoal Carlos Magno/Fundação de Arte de Niterói, recebeu duas exposições já encerradas. Uma foi o ensaio fotográfico “Esperando Outono”, realizado na cidade de Buenos Aires, por Marcio RM. A outra, “Sobras”, foi um trabalho de Roberta Camargo, que emerge da relação entre arte e técnica.

Para ver toda a programação acesse o site da FotoRio.
FotoRio traz para o Rio de Janeiro exposições e eventos fotográficos
Elena Mandarim

Em sua quinta edição, o Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro (FotoRio) está presenteando a cidade maravilhosa, com ínumeras exposições fotográficas e, ainda, conferências, seminários, palestras, cursos e oficinas sobre fotografia. Embora o pico das atividades seja no mês de junho, a programação se estende pelos próximos meses.

O FotoRio é um evento bienal que tem como objetivo valorizar a fotografia como bem cultural. Desse modo, de dois em dois anos, o Rio de Janeiro recebe grandes coleções fotográficas e inúmeros acervos contemporâneos, tanto de aristas estrangeiros quanto brasileiros. 
No plano internacional, o FotoRio já nasceu integrado ao festival da Luz, que é uma rede de intercâmbio fotográfico criada por fotógrafos, colecionadores e estudiosos da fotografia em todo o mundo.
No âmbito do FotoRio 2011, também, foi promovido, entre 07 e 10 de junho, o 6º Encontro de Inclusão Visual do Rio de Janeiro. Na ocasião, foi apresentado um panorama dos projetos que trabalham com o ensino e a prática da fotografia e do vídeo nos contextos das comunidades, com o intuito de facilitar a troca de informações sobre suas propostas, ações e metodologias.
Durante o evento, foi anunciada a retomada da campanha “Fotografia Solidária”, que estimula a doação de equipamentos fotográficos para serem usados, em oficinas e cursos, nos projetos de inclusão visual. A ONG CID está responsável por arrecadar as doações, que devem ser feitas até 08 de agosto. Veja os postos de recolhimento.
Percorrendo a genialidade de Henri Cartie-Bresson
Elena Mandarim

Henri Cartie-Bresson com sua Leica
Até 24 de julho de 2011, a obra do francês Henri Cartier-Bresson, um dos fotógrafos mais marcantes do século XX, estará em exposição no Museu da Forma em Zurique, Suíça. Cerca de 300 imagens foram selecionadas para mostrar todas as facetas do artista: pioneiro do fotojornalismo; excelente autor de retratos; e exímio compositor de narrativas da vida cotidiana. 

As fotografias são complementadas por alguns de seus filmes e por reportagens publicadas nas revistas “Life” e “Du”. Na mostra é apresentado, também, um fac-símile (reprodução exata) do seu famoso “Scrapbook”, um caderno de rascunho no qual organizava as fotos que apresentaria em Nova York, em 1947. Esta apresentação traz um fato marcante: o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) chegou pensar em organizar uma exposição póstuma para Cartier-Bresson, por acreditar que ele havia morrido durante a guerra.
                                                                
Desde cedo, Henri Cartier-Bresson desenvolveu uma fascinação pela pintura, principalmente, na época do surrealismo. Quando jovem, foi para Paris e se formou em arte e desenho.

Para Ricardo Silva de Hollanda, professor de fotografia da Faculdade de Comunicação Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, essa formação o ajudou a delinear sua percepção de enquadramento e cores. “Todas as fotografias de Cartier-Bresson se destacam pela excelente divisão de planos e pela riqueza do contraste entre claros e escuros”.

Aos 22 anos, em 1932, Cartier-Bresson descobriu a Leica – câmara fotográfica alemã – que passaria a ser sua escolha dali em diante, e iniciou uma longa vida de paixão pela fotografia.

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Na terceira tentativa, três anos depois, conseguiu fugir e se juntou a uma organização clandestina para ajudar prisioneiros e fugitivos.

Câmara fotográfica Leica foi a escolha de Cartie-Bresson
Em 1945, ele e um grupo de jornalistas profissionais cobriram a libertação de Paris que resultou no documentário “O Retorno” (Le Retour), um dos filmes exibidos na exposição.

Saiba Mais Sobre Cartier-Bresson 
Henri Cartier-Bresson na Wikipedia

Hollanda conta que em 1947, com a paz já restabelecida, Cartier-Bresson, junto com outros fotógrafos como Robert Capa, George Rodger, David 'Chim' Seymour e William Vandivert, criou a agência Magnum Photos. “A partir desse momento, começou o período de sofisticação do trabalho de Cartier-Bresson”, relata. 


Revistas renomadas o contrataram para viajar o mundo e memorizar acontecimentos relevantes. Lá estava ele com sua Leica registrando, por exemplo, os últimos dias de vida e o assassinato de Gandhi, líder da independência da Índia.

Após três anos viajando a trabalho, Cartier-Bresson retornou a Europa e, em 1952, lançou seu primeiro livro: O Momento Decisivo, originalmente com o nome “Images à la Sauvette”, traduzido para o inglês como “The Decisive Moment”. 

“O conceito de momento decisivo consiste em fotografar se antecedendo a finalização de qualquer ato a ser percebido pelos olhos. Ou seja, é saber o momento de dar o ‘click’ para pegar uma pessoa pulando a poça, por exemplo, e não antes de pular, nem depois de já ter ocorrido o fato”, explica Hollanda. “Pode-se dizer que os parâmetros que regem a fotografia mundial se dividem em antes e depois de Cartier-Bresson. Ele é um paradigma na arte de imortalizar um acontecimento ou fato, por meio do uso da imagem”, aposta o professor.


Passados mais de 50 anos da primeira exposição dedicada ao fotógrafo, o Museu da Forma traz uma retrospectiva da obra de Cartier-Bresson. A narrativa percorre entre os diferentes países explorados pelo artista como México, Espanha, EUA, Indonésia, Índia, china, Rússia, Europa. São imagens que começam nos anos 30, exibindo a miséria em um bairro do México, até uma reportagem sobre a Suíça, pela qual retrata o ambiente de Zurique nos anos 1960.

"Eu sou sempre um prisioneiro escapado", afirma Cartier-Bresson no documentário de Heinz Butler, cujo título é "Biografia de um olhar" (2003). Talvez seja por essa razão que, durante toda a sua vida, o fotógrafo conseguiu dominar tão bem a capacidade de detectar o instante decisivo.


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