Percorrendo a genialidade de Henri Cartie-Bresson
Elena Mandarim
![]() |
| Henri Cartie-Bresson com sua Leica |
As fotografias são complementadas por alguns de seus filmes e por reportagens publicadas nas revistas “Life” e “Du”. Na mostra é apresentado, também, um fac-símile (reprodução exata) do seu famoso “Scrapbook”, um caderno de rascunho no qual organizava as fotos que apresentaria em Nova York, em 1947. Esta apresentação traz um fato marcante: o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) chegou pensar em organizar uma exposição póstuma para Cartier-Bresson, por acreditar que ele havia morrido durante a guerra.
Desde cedo, Henri Cartier-Bresson desenvolveu uma fascinação pela pintura, principalmente, na época do surrealismo. Quando jovem, foi para Paris e se formou em arte e desenho.
Para Ricardo Silva de Hollanda, professor de fotografia da Faculdade de Comunicação Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, essa formação o ajudou a delinear sua percepção de enquadramento e cores. “Todas as fotografias de Cartier-Bresson se destacam pela excelente divisão de planos e pela riqueza do contraste entre claros e escuros”.
Aos 22 anos, em 1932, Cartier-Bresson descobriu a Leica – câmara fotográfica alemã – que passaria a ser sua escolha dali em diante, e iniciou uma longa vida de paixão pela fotografia.
Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Na terceira tentativa, três anos depois, conseguiu fugir e se juntou a uma organização clandestina para ajudar prisioneiros e fugitivos.
![]() |
| Câmara fotográfica Leica foi a escolha de Cartie-Bresson |
Saiba Mais Sobre Cartier-Bresson
Henri Cartier-Bresson na Wikipedia
Hollanda conta que em 1947, com a paz já restabelecida, Cartier-Bresson, junto com outros fotógrafos como Robert Capa, George Rodger, David 'Chim' Seymour e William Vandivert, criou a agência Magnum Photos. “A partir desse momento, começou o período de sofisticação do trabalho de Cartier-Bresson”, relata.
Revistas renomadas o contrataram para viajar o mundo e memorizar acontecimentos relevantes. Lá estava ele com sua Leica registrando, por exemplo, os últimos dias de vida e o assassinato de Gandhi, líder da independência da Índia.
Após três anos viajando a trabalho, Cartier-Bresson retornou a Europa e, em 1952, lançou seu primeiro livro: O Momento Decisivo, originalmente com o nome “Images à la Sauvette”, traduzido para o inglês como “The Decisive Moment”.
“O conceito de momento decisivo consiste em fotografar se antecedendo a finalização de qualquer ato a ser percebido pelos olhos. Ou seja, é saber o momento de dar o ‘click’ para pegar uma pessoa pulando a poça, por exemplo, e não antes de pular, nem depois de já ter ocorrido o fato”, explica Hollanda. “Pode-se dizer que os parâmetros que regem a fotografia mundial se dividem em antes e depois de Cartier-Bresson. Ele é um paradigma na arte de imortalizar um acontecimento ou fato, por meio do uso da imagem”, aposta o professor.
Passados mais de 50 anos da primeira exposição dedicada ao fotógrafo, o Museu da Forma traz uma retrospectiva da obra de Cartier-Bresson. A narrativa percorre entre os diferentes países explorados pelo artista como México, Espanha, EUA, Indonésia, Índia, china, Rússia, Europa. São imagens que começam nos anos 30, exibindo a miséria em um bairro do México, até uma reportagem sobre a Suíça, pela qual retrata o ambiente de Zurique nos anos 1960.
Hollanda conta que em 1947, com a paz já restabelecida, Cartier-Bresson, junto com outros fotógrafos como Robert Capa, George Rodger, David 'Chim' Seymour e William Vandivert, criou a agência Magnum Photos. “A partir desse momento, começou o período de sofisticação do trabalho de Cartier-Bresson”, relata.
Revistas renomadas o contrataram para viajar o mundo e memorizar acontecimentos relevantes. Lá estava ele com sua Leica registrando, por exemplo, os últimos dias de vida e o assassinato de Gandhi, líder da independência da Índia.
Após três anos viajando a trabalho, Cartier-Bresson retornou a Europa e, em 1952, lançou seu primeiro livro: O Momento Decisivo, originalmente com o nome “Images à la Sauvette”, traduzido para o inglês como “The Decisive Moment”.
“O conceito de momento decisivo consiste em fotografar se antecedendo a finalização de qualquer ato a ser percebido pelos olhos. Ou seja, é saber o momento de dar o ‘click’ para pegar uma pessoa pulando a poça, por exemplo, e não antes de pular, nem depois de já ter ocorrido o fato”, explica Hollanda. “Pode-se dizer que os parâmetros que regem a fotografia mundial se dividem em antes e depois de Cartier-Bresson. Ele é um paradigma na arte de imortalizar um acontecimento ou fato, por meio do uso da imagem”, aposta o professor.
Passados mais de 50 anos da primeira exposição dedicada ao fotógrafo, o Museu da Forma traz uma retrospectiva da obra de Cartier-Bresson. A narrativa percorre entre os diferentes países explorados pelo artista como México, Espanha, EUA, Indonésia, Índia, china, Rússia, Europa. São imagens que começam nos anos 30, exibindo a miséria em um bairro do México, até uma reportagem sobre a Suíça, pela qual retrata o ambiente de Zurique nos anos 1960.
"Eu sou sempre um prisioneiro escapado", afirma Cartier-Bresson no documentário de Heinz Butler, cujo título é "Biografia de um olhar" (2003). Talvez seja por essa razão que, durante toda a sua vida, o fotógrafo conseguiu dominar tão bem a capacidade de detectar o instante decisivo.
Continue lendo:
Swissinfo.ch_um_olhar_decisivo


Nenhum comentário:
Postar um comentário